De 3 de julho a 13 de agosto de 2026, o Espaço de Arte Francis Bacon, no Museu Egípcio, recebe a exposição principal do Festival da Arte Cerâmica Tons da Terra, um amplo encontro artístico e cultural dedicado à valorização da cerâmica contemporânea. Idealizado e com curadoria de Edilene Guzzoni, Cyntia Sarmento e Fernando Robert, o Festival nasce da necessidade de ampliar o reconhecimento da cerâmica como linguagem artística, revelando sua potência estética, conceitual, ancestral e contemporânea. A exposição reúne artistas de todo o Brasil em uma mostra voltada à diversidade das pesquisas cerâmicas contemporâneas, evidenciando a riqueza técnica, poética e expressiva da cerâmica como manifestação artística. Mais do que um evento, o Festival Tons da Terra propõe uma experiência sensível e imersiva em torno da matéria, do gesto e do fogo. A exposição de peças acontece no Espaço de Arte Francis Bacon, no Museu Egípcio Rosacruz e Tutankhamon, enquanto a Semana Cultural, realizada no Memorial Paranista, reúne oficinas, workshops e palestras dedicados à cerâmica contemporânea. A programação inclui ainda feira de cerâmica, circuito de visitas a ateliês, exposição de pratos cerâmicos e desfile de joias em cerâmica, promovendo o encontro entre artistas, público, pesquisadores, estudantes e colecionadores. A proposta central do Festival é demonstrar que a cerâmica ultrapassa o campo do artesanato utilitário e ocupa um espaço legítimo dentro da arte contemporânea. A argila, transformada pelas mãos e pelo fogo, torna-se linguagem poética, memória cultural e expressão artística. “A cerâmica carrega tempo, território e identidade. Cada peça revela processos, permanências, rupturas e histórias humanas. O Festival nasce para dar visibilidade a essa potência artística no Brasil”, destaca a curadora Edilene Guzzoni. A exposição principal acontece no Espaço de Arte Francis Bacon, no Museu Rosacruz, reunindo artistas residentes no Brasil em uma mostra voltada à diversidade das pesquisas cerâmicas contemporâneas. Participam desta edição os artistas Ana Montrucchio, Alexa Nasser, Andressa Lemos, Camila Makarausky, Caroline Nishi, Carol Lepinski, Cynthia Sarmento, Connie Panzeter, Danuza Menezes Macer, Daniele Gioppo Betini, Denise Wendt, Elisa Nicolau, Elisabeth Sekulic, Emerson Castro Firmo, Fernanda Kotarski, Fernando Robert, Flávia Schütz Nonato, Gi Mazetto, Jussara Bezerra, Juliana Brito, Juliane Fausto, Karla Pires, Karin Klein, Leoneli Knapik, Lizete Zem, Loirí, Vechio, Luciana Fonseca, Lúcia Nakanishi, Luiz Salgado, Marcel Fernandes, Maria Helena Scaglia, Maria Ravazzani, Manyu Chang, Marilzete Nascimento, Miriam Canfield, Miski, Mozi Ceramista, Morgana Espíndola, Naomi Cerâmicas, Ocléris Muzzillo, Orla Cerâmicas, Paola Noguchi, Rejane Dias, Roni Mass, Tuda Gaspareto, VeraLu e Ricardo Zen. SERVIÇO Festival Da Arte Cerâmica Tons Da Terra 2026 Data: de 3 de julho a 13 de agosto de 2026 Exposição Principal: Espaço de Arte Francis Bacon – Museu Rosacruz. Rua Nicarágua, 2620 – Bacacheri – Curitiba (PR). Horário: De terça a sexta-feira das 10h às 17h. Sábado das 13h às 17h. Semana Cultural: Memorial Paranista. Programação com oficinas, workshops e palestras. Confira a programação completa no instagram: @festivaltonsdaterra. Contato da curadoria: Edilene Guzzoni, (41) 99615-5757, edileneguzzoni@gmail.com Produção: Ornatto Artes, Ateliê Vida Feita a Mão e Terra Studio.Patrocínio: Casa do Ceramista e Parma Distribuidora de Alimentos.
Exposição (IN)FINITUDES
EXPOSIÇÃO (IN)FINITUDES O Espaço de Arte Francis Bacon, na Ordem Rosacruz, em Curitiba, recebe a exposição (IN)FINITUDES, da artista visual Maristela Ono, com curadoria de Edilene Guzzoni, apresentando ao público uma experiência sensorial e imersiva onde luz, matéria e percepção se encontram em um espaço de contemplação e deslocamento poético. A visitação será gratuita, de 02 a 25 de junho de 2026, de terça a sexta-feira, das 10h às 17h. A exposição investiga percepção, materialidade e tempo a partir da luz como elemento estruturante da experiência estética. Ao deslocá-la de sua função tradicional, a de revelar a obra, Maristela Ono transforma a luz em matéria sensível, instaurando ambientes em que o visitante é convidado a desacelerar, atravessar o espaço e recalibrar o olhar. As instalações e pinturas operam em regimes de baixa intensidade luminosa, nos quais a luminescência não surge como espetáculo, mas como acontecimento sutil. Em atmosferas de penumbra, a percepção se constrói em camadas, ativando memórias sensoriais e tensionando os limites entre o visível e o imaginado. Segundo a curadora Edilene Guzzoni, “há uma delicadeza rigorosa que nos convida a desacelerar e a reconhecer, no quase invisível, uma potência profunda de presença”. A mostra propõe, assim, uma reorganização do sensível, conduzindo o público a uma experiência contemplativa em que tempo, silêncio e percepção tornam-se elementos essenciais. Com trajetória vinculada também ao design, à arquitetura e ao ensino universitário, Maristela Ono desenvolve uma poética visual alinhada às questões da arte contemporânea, especialmente no que se refere à experiência, à luz e à participação sensorial do espectador. SERVIÇO Exposição: (IN)FINITUDES – Maristela Ono Curadoria: Edilene Guzzoni Local: Espaço de Arte Francis Bacon – Ordem Rosacruz www.espacodearte.amorc.org.br Endereço: Rua Nicarágua, 2620, Bacacheri, Curitiba/PR – 2º andar do Museu Egípcio Visitação: 02 a 25 de junho de 2026 Horário: De terça a sexta-feira | 10h às 17h Entrada gratuita Contato: Edilene Guzzoni – (41) 99615-5757 SOBRE A ARTISTA Maristela Ono é artista visual contemporânea brasileira cuja produção se fundamenta em uma trajetória multidisciplinar. Sua obra nasce do diálogo entre experiências pessoais, sociais e estéticas, tendo a arte como principal meio de expressão de percepções, emoções e reflexões sobre a vida. Por meio de uma abordagem transdisciplinar, sua pesquisa busca ampliar a percepção sobre a complexidade e a diversidade da existência.
Exposição Ipsis Litteris: o corpo que a palavra constrói
A artista Silvana Soriano transforma expressões populares em obras poéticas O Espaço de Arte Francis Bacon – Museu Egípcio Rosacruz apresenta, de 28 de abril a 19 de maio de 2026, a exposição “Ipsis Litteris: o corpo que a palavra constrói”, da artista Silvana Soriano. A mostra reúne obras de arte produzidas a partir de colagens, desenhos e trabalhos em fiber que nascem de expressões idiomáticas, provérbios e ditos populares, transformando a palavra em imagem e corpo. Partindo dos ditados populares como recurso humano fundamental para traduzir o indizível, a artista leva as metáforas ao pé da letra — ipsis litteris. A partir de um amplo levantamento em português, inglês e espanhol, Silvana constrói um vocabulário visual em que expressões como “com o coração na boca”, “mãos atadas” e “bicho de sete cabeças” se tornam figuras em ação, deslocando o sentido da linguagem para o campo do corpo. Ao levar essas expressões ao pé da letra, Silvana transforma a palavra em corpo, condensando histórias bíblicas, mitológicas e do cotidiano em figuras que combinam humor, estranhamento e densidade poética. A palavra como tradução do universo subjetivo do corpo é o eixo que atravessa a exposição, em grande parte habitada por corpos femininos, que se tornam campo de inscrição da linguagem e dos afetos. “Ipsis Litteris: o corpo que a palavra constrói” não busca explicar significados, mas abrir imagens — tornar visível o que a linguagem produz quando se converte em gesto, figura e experiência, afirmando a palavra como tradução do universo subjetivo do corpo. SOBRE A ARTISTA Nascida e criada no Rio de Janeiro, Silvana Soriano é uma artista visual que vive e trabalha em Miami, nos Estados Unidos. Com trajetória iniciada na década de 1980, participou de diversas exposições individuais e coletivas no Brasil, Espanha, França, Estados Unidos e Cuba, com destaque para sua presença na Pinta Miami Art Fair. Paralelamente à produção artística, atua como ilustradora, com trabalhos em publicações que vão da literatura infantil à poesia, Além disso, desenvolve uma consistente trajetória como educadora há mais de duas décadas, tendo lecionado em escolas públicas, organizações sem fins lucrativos e universidades. SERVIÇO Exposição: Ipsis Litteris: o corpo que a palavra constrói Artista: Silvana Soriano Período: 28 de abril a 19 de maio de 2026 Local: Espaço de Arte Francis Bacon – Museu Egípcio Rosacruz Horário: De terça a sexta-feira, das 10h às 17h Curadoria: Heloisa Okamoto Pinho – CEO e fundadora da Ars Consultoria Artística. Contato da curadoria: arconart@gmail.com
Exposição “Reinventando Imaginários Pré-históricos: Ídolos, Magia e Sexualidade”
Até o dia 12 de abril, o público que visitar o Espaço de Arte Francis Bacon poderá conferir a exposição “Reinventando Imaginários Pré-Históricos: Ídolos, Magia e Sexualidade”, de Antar Mikosz. Ela apresenta um conjunto de trabalhos que emergem de uma investigação artística e acadêmica dedicada às persistências simbólicas do arquétipo feminino ao longo da história. Desenvolvida durante um período de dedicação exclusiva à pesquisa, a mostra articula referências da arqueologia, da história cultural e das práticas contemporâneas, propondo um diálogo entre temporalidades distantes, mas profundamente conectadas. O ponto de partida da pesquisa encontra-se em artefatos do Museu Arqueológico do Carmo, em Lisboa, especialmente ídolos femininos do período calcolítico. Essas peças evocam estruturas simbólicas associadas à fertilidade, à criação e à ideia arquetípica da “grande mãe”, sugerindo possíveis cosmologias ancestrais. Elementos gráficos recorrentes (como zigue-zagues, formas solares e o triângulo invertido) reforçam esse campo simbólico, revelando continuidades que atravessam culturas e épocas. Ao mesmo tempo, a exposição incorpora referências à contracultura dos anos 1960, momento em que emergem novas formas de pensar o corpo. Nesse contexto, o arquétipo feminino passa a ser ressignificado em relação à natureza, à liberdade e à experiência sensível, criando um paralelo instigante com os imaginários pré-históricos. A partir desse entrelaçamento, Antar Mikosz constrói uma poética que tensiona passado e presente, reunindo imagens, textos e formas que transitam entre o abstrato e o simbólico que operam em um campo onde sagrado e profano, erótico e transcendente coexistem como forças complementares, não como questões identitárias ou de gênero. Sobre o artista Antar Mikosz é artista transmídia, professor, pesquisador e músico.Realizou pós-doutorado na Universidade NOVA de Lisboa (2024), com pesquisa sobre arte e erotismo na contracultura psicodélica dos anos 1960, e pós-doutorado pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (2018), com foco em arte visionária e psicodélica. Doutor em Ciências Humanas pela Universidade Federal de Santa Catarina (2009), com a tese A Arte Visionária e a Ayahuasca. É Professor Associado da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), atuando na pós-graduação em Artes Visuais (PPGAV/Embap) e Artes (PPGARTES/ FAP). Editora da revista ArtSensorium, integra o CIEBA (Universidade de Lisboa), o CHAM (Universidade NOVA de Lisboa), o NEIP e o conselho consultivo do WASIWASKA.Desenvolve pesquisas, exposições e conferências no Brasil e no exterior, atuando também como músico na cena do metal alternativo, com ênfase nos gêneros stoner e doom. Serviço Exposição: Reinventando Imaginários Pré-históricos: Ídolos, Magia e Sexualidade Artista: Antar Mikosz Período: até 12 de abril de 2026 Entrada: Gratuita Local: Espaço de Arte Francis Bacon – Museu Egípcio Rosacruz Endereço: Rua Nicarágua, 2620 – Bacacheri – Curitiba (PR) Horário: Terça a sexta-feira das 10h às 17h



