A artista Silvana Soriano transforma expressões populares em obras poéticas O Espaço de Arte Francis Bacon – Museu Egípcio Rosacruz apresenta, de 28 de abril a 19 de maio de 2026, a exposição “Ipsis Litteris: o corpo que a palavra constrói”, da artista Silvana Soriano. A mostra reúne obras de arte produzidas a partir de colagens, desenhos e trabalhos em fiber que nascem de expressões idiomáticas, provérbios e ditos populares, transformando a palavra em imagem e corpo. Partindo dos ditados populares como recurso humano fundamental para traduzir o indizível, a artista leva as metáforas ao pé da letra — ipsis litteris. A partir de um amplo levantamento em português, inglês e espanhol, Silvana constrói um vocabulário visual em que expressões como “com o coração na boca”, “mãos atadas” e “bicho de sete cabeças” se tornam figuras em ação, deslocando o sentido da linguagem para o campo do corpo. Ao levar essas expressões ao pé da letra, Silvana transforma a palavra em corpo, condensando histórias bíblicas, mitológicas e do cotidiano em figuras que combinam humor, estranhamento e densidade poética. A palavra como tradução do universo subjetivo do corpo é o eixo que atravessa a exposição, em grande parte habitada por corpos femininos, que se tornam campo de inscrição da linguagem e dos afetos. “Ipsis Litteris: o corpo que a palavra constrói” não busca explicar significados, mas abrir imagens — tornar visível o que a linguagem produz quando se converte em gesto, figura e experiência, afirmando a palavra como tradução do universo subjetivo do corpo. SOBRE A ARTISTA Nascida e criada no Rio de Janeiro, Silvana Soriano é uma artista visual que vive e trabalha em Miami, nos Estados Unidos. Com trajetória iniciada na década de 1980, participou de diversas exposições individuais e coletivas no Brasil, Espanha, França, Estados Unidos e Cuba, com destaque para sua presença na Pinta Miami Art Fair. Paralelamente à produção artística, atua como ilustradora, com trabalhos em publicações que vão da literatura infantil à poesia, Além disso, desenvolve uma consistente trajetória como educadora há mais de duas décadas, tendo lecionado em escolas públicas, organizações sem fins lucrativos e universidades. SERVIÇO Exposição: Ipsis Litteris: o corpo que a palavra constrói Artista: Silvana Soriano Período: 28 de abril a 19 de maio de 2026 Local: Espaço de Arte Francis Bacon – Museu Egípcio Rosacruz Horário: De terça a sexta-feira, das 10h às 17h Curadoria: Heloisa Okamoto Pinho – CEO e fundadora da Ars Consultoria Artística. Contato da curadoria: arconart@gmail.com
Exposição “Reinventando Imaginários Pré-históricos: Ídolos, Magia e Sexualidade”
Até o dia 12 de abril, o público que visitar o Espaço de Arte Francis Bacon poderá conferir a exposição “Reinventando Imaginários Pré-Históricos: Ídolos, Magia e Sexualidade”, de Antar Mikosz. Ela apresenta um conjunto de trabalhos que emergem de uma investigação artística e acadêmica dedicada às persistências simbólicas do arquétipo feminino ao longo da história. Desenvolvida durante um período de dedicação exclusiva à pesquisa, a mostra articula referências da arqueologia, da história cultural e das práticas contemporâneas, propondo um diálogo entre temporalidades distantes, mas profundamente conectadas. O ponto de partida da pesquisa encontra-se em artefatos do Museu Arqueológico do Carmo, em Lisboa, especialmente ídolos femininos do período calcolítico. Essas peças evocam estruturas simbólicas associadas à fertilidade, à criação e à ideia arquetípica da “grande mãe”, sugerindo possíveis cosmologias ancestrais. Elementos gráficos recorrentes (como zigue-zagues, formas solares e o triângulo invertido) reforçam esse campo simbólico, revelando continuidades que atravessam culturas e épocas. Ao mesmo tempo, a exposição incorpora referências à contracultura dos anos 1960, momento em que emergem novas formas de pensar o corpo. Nesse contexto, o arquétipo feminino passa a ser ressignificado em relação à natureza, à liberdade e à experiência sensível, criando um paralelo instigante com os imaginários pré-históricos. A partir desse entrelaçamento, Antar Mikosz constrói uma poética que tensiona passado e presente, reunindo imagens, textos e formas que transitam entre o abstrato e o simbólico que operam em um campo onde sagrado e profano, erótico e transcendente coexistem como forças complementares, não como questões identitárias ou de gênero. Sobre o artista Antar Mikosz é artista transmídia, professor, pesquisador e músico.Realizou pós-doutorado na Universidade NOVA de Lisboa (2024), com pesquisa sobre arte e erotismo na contracultura psicodélica dos anos 1960, e pós-doutorado pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (2018), com foco em arte visionária e psicodélica. Doutor em Ciências Humanas pela Universidade Federal de Santa Catarina (2009), com a tese A Arte Visionária e a Ayahuasca. É Professor Associado da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), atuando na pós-graduação em Artes Visuais (PPGAV/Embap) e Artes (PPGARTES/ FAP). Editora da revista ArtSensorium, integra o CIEBA (Universidade de Lisboa), o CHAM (Universidade NOVA de Lisboa), o NEIP e o conselho consultivo do WASIWASKA.Desenvolve pesquisas, exposições e conferências no Brasil e no exterior, atuando também como músico na cena do metal alternativo, com ênfase nos gêneros stoner e doom. Serviço Exposição: Reinventando Imaginários Pré-históricos: Ídolos, Magia e Sexualidade Artista: Antar Mikosz Período: até 12 de abril de 2026 Entrada: Gratuita Local: Espaço de Arte Francis Bacon – Museu Egípcio Rosacruz Endereço: Rua Nicarágua, 2620 – Bacacheri – Curitiba (PR) Horário: Terça a sexta-feira das 10h às 17h


